Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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CALA A BOCA, POETA!

 

Cala a boca, poeta, não ouse gritar!

o mundo prefere fingir a calar

Silêncio imposto, voz sufocada

Verdades negadas, esperança calada.

 

Barrigas vazias, fome que espreita

cala a boca, poeta, não há colheita

Migalhas caindo, mãos estendidas

Promessas ao vento, falsas guaridas.

 

O crime ordena, a lei se desfaz

Cala a boca, poeta, pois nada se faz

A justiça é cega, os gritos contidos

A vida sangrando em becos perdidos.

 

Mas não calo, insisto, resisto

Se tentam me calar, eu persisto

Que o poeta berre e o mundo escute

que a poesia seja um grito, um batuque!   

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

20 de outubro- Dia do Poeta.

Obs. Poema ainda inédito em livro.

 

 

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 26/07/2025
Alterado em 20/10/2025
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