QUATRO MULHERES POR DIA
Facadas, tiros.
Chutes, socos.
A mulher é a caça.
O macho, o algoz.
Quatro por dia.
Sem grito, sem voz.
Só morte.
E um país que assiste.
Na sala, no quarto
na rua, no lar.
O corpo marcado,
ninguém quer olhar.
O sangue é rotina,
o luto é banal.
Ser mulher no Brasil
é sobreviver ao funeral.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Obs. No Brasil, o macho mata quatro mulheres por dia.