Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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1962 A 1966, SONHO NOS PÉS DO MOLEQUE

 

Nas quebradas de Juazeiro, o craque surgia,

com bola Pelé, dribles e chutes de poesia.

Campinho de terra batida, juiz não existia,

o gol? com alguns molambos se fazia.

 

Dividia um picolé com os parças no grito,

um lambia, outro mordia, sobrava o palito.

Sem grana, sem chuteira, só sonho no pé,

driblando tristeza com gingado e fé.

 

A tragédia maior? Nem falta, nem canela,

era o Gumercindo levando a bola amarela.

Gritava o moleque: "Tio, devolve a bola aí!"

o comissário enfezado: "Vai pra casa guri."

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

Obs:   Juazeiro do Norte,CE (1962 a 1966)

 

 

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 12/08/2025
Alterado em 12/08/2025
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