O MESMO EM CADA NOME (Poema Oração)
Cristo,
não te chamo por hábito,
mas porque o silêncio me ensinou teu nome.
Messias,
não te espero como quem guarda milagres,
mas como quem caminha sem mapa.
Salvador,
não me salves do mundo,
mas do medo de existir nele.
Filho de Deus,
se és luz,
não brilhes para me cegar,
mas para que eu veja o que sou.
Cordeiro de Deus,
não quero teu sangue como escudo,
quero tua entrega como espelho.
Redentor
não me estendas pontes invisíveis,
caminha comigo sobre o abismo.
Senhor,
não te peço ordens,
mas presença,
Príncipe da Paz,
não me ofereça calmaria,
me ensina a atravessar a tempestade.
Emmanuel
se está comigo,
não fale, respire junto.
Ungido,
não te coroei,
mas reconheço tua nudez entre o homens.
Jesus,
nome que ecoa entre os ossos,
não te peço que venhas,
te reconheço onde estás.
Fica,
como cruz que liberta,
como ausência que ilumina,
como silêncio que sangra e salva.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)