O SABIÁ URBANO
Na madrugada, o sabiá cantou,
Sua melodia corta o ar, em dor,
Vozes tristes que o ventou levou,
A tristeza ecoa no seu clamor.
Meu peito se aperta, o sono fugiu,
A cada nota, o choro me tomou,
O sabiá, com seu canto, me feriu,
O canto que dilacera meu amor.
Querido sabiá, emudeça tua canção,
Deixa o descanso reinar meu colchão,
E ao alvorecer, com mais doce paz,
Vai cantar lá no campo, meu rapaz.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Obs.: Aqui no bairro, tem sabiá cantando das 3 ás 5 da manhã.