TOM ZÉ
Tom Zé, o engenheiro do som
"São, São Paulo, Meu Amor" foi grito e poema,
Na selva urbana, ele viu o dilema.
Com "Augusta, Angélica e Consolação",
Fez da cidade sua composição.
O riso e a faca, a navalha da arte
"O Riso e a faca" corta fundo e ri,
Na Tropicália. Tom Zé nunca se omitiu.
Com "Todos os Olhos", provou o olhar,
E fez da capa um ato de contestar.
O inventor que não se cala
Em "Estudando o Samba", reinventou o compasso,
Com "Correio da Estação do Brás", deixou seu traço.
"Vai (Menina, Amanhã de Manhã)" é doce e sutil,
Mas a critica social jamais saiu do seu perfil.
Tom Zé é Brasil em carne e som
De "Irará" ao mundo, com voz singular,
David Byrne ouviu e quis divulgar.
Tom Zé é verbo, é som em mutação,
Um mestre que desafia toda convenção.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Ob.: Poeminha ao meu ídolo Tom Zé.