POEMINHA AO ZÉ GERALDO
Na beira da estrada, com o vento no rosto,
Zé canta verdades sem nenhum encosto.
Com "Cidadão" na garganta e o peito aberto
mostra que o preconceito ainda está por perto.
"Meiga Senhorita" dança com o luar.
enquanto "O Profeta" insiste em alertar.
"Milho aos Pombos" metáfora certeira,
pra quem joga esperança na lixeira.
"Como Diria Dylan", ele desafia o sistema,
com versos que cortam feito poema.
"Galho Seco" resiste à ventania,
"Aprendendo a Viver" é sua filosofia
"Maria Bonita" dançou com o vento,
e "Negro Amor" chorou seu lamento.
"Olhos de Jardineiro" regaram esperança.
na "Estrada" da vida, ele nunca se cansa.
Zé, violeiro de alma e de chão,
seu canto é semente, é fogo, é paixão.
Com "Talismã" no bolso e "Reciclagem" na mente,
segue cantando - livre, forte e presente.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)