Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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OS SETE SELOS

 

I- O Selo da Paz

O mundo nasceu sob luz e promessa,

com homens em prece, em busca de bem.

Mas logo a ganância que tudo atravessa

fez da paz um sonho que não volta além.

 

II- O Sele da Guerra

Espadas se erguem, tambores soaram,

irmão se mataram por ouro e poder.

Na terra os gritos jamais se calaram,

e o sangue virou novo amanhecer.

 

III- O Selo da Fome

O pão se escondeu, a mesa esvaziou,

o trigo virou cinza, o campo, prisão.

A boca clamou, mas nada chegou,

e o vasto mundo caiu na escuridão.

 

IV- O Selo da Morte

A peste dançou com seu véu invisível

o ar se tornou sentença final.

O toque virou pecado terrível,

e o medo reinou no hospital.

 

V- O Selo da Água

O céu se abriu, e a chuva vingou,

Noé navegou por entre o lamento.

O mar engoliu o que restou,

e a terra afundou no esquecimento.

 

VI- O Selo do Fogo

Agora o clarão se acende no céu,

não é estrela, nem sol, nem cometa.

É homem que escreve seu próprio papel,

com guerra nuclear em sua caneta.

 

VII- O Selo do Silêncio

E então, silêncio. Nenhum som, nenhum ser.

Nem tempo, nem voz, nem cor, nem razão.

O mundo se apaga sem mais renascer,

e Deus na bondade recolhe sua criação.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

Obs.: Inspirado no Livro do Apocalipse.

 

 

 

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 12/09/2025
Alterado em 12/09/2025
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