AO PADRE LUNA
Na luz da Aurora, o canto em latim
erguia ao céu a fé que nos guiava.
Na Iara, o altar era um jardim,
a tua voz, a paz que nos salvava.
Com mãos serenas, deste-me o pão,
na comunhão que nunca esqueci.
Teu gesto firme, tua devoção,
plantou em mim a fé que renasci.
Partiste cedo, mas ficou tua chama,
no coração de quem te conheceu.
Padre Luna, tua alma ainda inflama
a fé que em mim, por ti, floresceu.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)
SP, 21 de setembro de 1993
Ao Pe. Francisco de Luna Tavares.
(*) 21/09/1920 (+) 07/02/1980
Obs.:Poema revisado