O SOPRO DIVINO DO ESCULTOR
Com mãos de luz, que moldam o infinito,
Desenha o tempo em pedra, barro e flor.
Do gesto firme nasce o mais bonito,
O traço exato no toque do Criador.
A alma pulsa em cada curva feita,
No vão da madeira, o céu toca o chão.
A arte vibra, a forma se deleita,
Do barro nasce o sopro da paixão.
Não é só mão, é fé que se derrama,
É Deus que guia o pulso do labor.
Na pedra fria, acende-se uma chama,
No tronco bruto, canta o escultor.
Seu dom é ponte entre o céu e a terra,
É verbo em carne, é luz que se revela.
Na arte pura, a dor se desfaz nela,
Na criação, o amor se faz janela.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Poema dedicado ao escultor Franzé D Aurora.