Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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O SOPRO DIVINO DO ESCULTOR

 

Com mãos de luz, que moldam o infinito,

Desenha o tempo em pedra, barro e flor.

Do gesto firme nasce o mais bonito,

O traço exato no toque do Criador.

 

A alma pulsa em cada curva feita,

No vão da madeira, o céu toca o chão.

A arte vibra, a forma se deleita,

Do barro nasce o sopro da paixão.

 

Não é só mão, é fé que se derrama,

É Deus que guia o pulso do labor.

Na pedra fria, acende-se uma chama,

No tronco bruto, canta o escultor.

 

Seu dom é ponte entre o céu e a terra,

É verbo em carne, é luz que se revela.

Na arte pura, a dor se desfaz nela,

Na criação, o amor se faz janela.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

Poema dedicado ao escultor Franzé D Aurora.

 

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 24/09/2025
Alterado em 24/09/2025
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