Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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ENTRE O MURO E O MEDO

 

     A escola deveria ser o lugar mais seguro para um jovem. Um espaço de aprendizado, convivência e construção do futuro. No entanto, em diversas regiões do Brasil, esse ideal tem sido violentamente substituído por uma realidade sombria: a infiltração de facções criminosas dentro das instituições de ensino.

     O caso recente em Sobral, no Ceará, onde um aluno foi executado dentro do ambiente escolar, escancara o avanço do crime organizado sobre espaços que deveriam ser sagrados. Não se trata mais apenas de tráfico de drogas nas redondezas, as facções estão dentro dos muros, recrutando adolescentes, ameaçando professores e transformando salas de aula em zonas de medo.

     É inadmissível que a educação conviva com a violência como se fosse parte da rotina. A presença de criminosos nas escolas não é apenas uma questão de segurança pública, mas uma tragédia social. Quando um aluno é assassinado, não é só uma vida que se perde, é um futuro que é apagado, uma comunidade que é ferida, uma esperança que é silenciada.

     O Estado precisa agir com urgência. Não basta enviar viaturas após o crime. É preciso inteligência, prevenção, proteção contínua e políticas públicas que blindem as escolas contra a influência do tráfico. E mais: é necessário ouvir os professores, que estão na linha de frente, e garantir que possam ensinar sem medo.

      A escola deve ser  território da paz, da transformação, da liberdade. Permitir que facções a dominem é aceitar que o futuro do país seja sequestrado.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

     

 

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 27/09/2025
Alterado em 27/09/2025
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