IMPOSTO INVISÍVEL
Na torre alta, o luxo é garantido,
Sem nota, sem tributo, sem razão.
Enquanto o povo, em canto esquecido,
Paga o imposto até no pão do balcão.
Vestem-se em ouro, jantam sem medida,
E o fisco dorme ao som do seu festim.
Já quem tem pouco, luta pela vida,
Com taxa embutida até no capim.
Mas há de vir o dia da virada,
Em que a balança pese com justiça.
E cada mão cansada e explorada,
Se erga em voz, coragem e noticia.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)