TODO DIA É DIA DE TUDO
Todo dia é dia de algum dia,
Tem do abraço, do pão, da alegria.
Dia do rapa, do pulo, da capa,
Só falta o dia da briga no tapa.
Tem dia do milho, do beijo, do grito,
Do patriota, do mofo, do mosquito,
Dia da sombra, do vento, do tédio,
Dia do nada, do porco e do remédio.
Se sobrar vaga no calendário,
Crio o dia do ronco solidário,
Dia do tédio, do sono profundo,
E o dia de esquecer todo mundo.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)