Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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BANDEIRA DESBOTADA

 

Verde das matas, amarelo do ouro,

Azul do céu, branco em seu decoro,

Teixeira Mendes, Lemos, Reis, Vilares,

Em mil oitocentos e oitenta e nove, os pares

Criaram o símbolo que jaz calado,

Seu hino esquecido, não mais cantado.

 

São vinte e seis Estados e um Distrito,

Unidos sob um céu tão infinito.

As estrelas brilham com precisão,

Mas poucos hoje entoam seu refrão.

A bandeira, outrora tão respeitada,

Hoje dorme esquecida e desbotada.

 

Se um dia o povo enfim se recordar,

Do verde, azul, do branco a cintilar,

Do ouro que reluz em seu brasão,

Talvez desperte a viva emoção.

E o hino, outrora silenciado,

Ecoe outra vez num povo acordado.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

SP, 19 de novembro de 2023

 

 

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 17/10/2025
Alterado em 17/10/2025
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