BANDEIRA DESBOTADA
Verde das matas, amarelo do ouro,
Azul do céu, branco em seu decoro,
Teixeira Mendes, Lemos, Reis, Vilares,
Em mil oitocentos e oitenta e nove, os pares
Criaram o símbolo que jaz calado,
Seu hino esquecido, não mais cantado.
São vinte e seis Estados e um Distrito,
Unidos sob um céu tão infinito.
As estrelas brilham com precisão,
Mas poucos hoje entoam seu refrão.
A bandeira, outrora tão respeitada,
Hoje dorme esquecida e desbotada.
Se um dia o povo enfim se recordar,
Do verde, azul, do branco a cintilar,
Do ouro que reluz em seu brasão,
Talvez desperte a viva emoção.
E o hino, outrora silenciado,
Ecoe outra vez num povo acordado.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)
SP, 19 de novembro de 2023