SONETO ÀS ETERNAS MESTRAS
Em Iara, a voz firme e decidida
De Expedita Almeida ainda ressoa.
Fez do saber trincheira e fez da vida
um chão de luta onde a esperança ecoa.
Em Barbalha, Angelita Teles soa
como um clarim de paz bem conduzida.
Seu nome é luz que o tempo não destoa,
É flor que brota em cada alma erguida.
Já não estão, mas brilham nos caminhos,
No livro aberto e em cada geração,
Na luz que guia os passos dos vizinhos.
Mestras do Cariri, nossa oração:
Por vós, que legastes doces carinhos,
A gratidão se faz eterna canção.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Às mestras Expedita Almeida e Angelita Teles.
SP, 15 de outubro de 2003 (Soneto refeito)