Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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NO DIA EM QUE O EMPREGO ACABOU

 

Nas fábricas quietas, o tempo cessou,

Facões, facas, ninguém mais forjou,

o som dos parafusos e porcas no chão,

Calaram-se todos com a maldita invasão.

 

Calçados sem passos, vitrines sem cor,

Fábricas fechadas, cenário de horror.

Os relógios pararam, perderam a razão,

Tudo foi levado por um preço de ilusão.

 

Cadê nossos produtos, cadê o Brasil?

A China comeu tudo com apetite sutil,

Só restou desemprego e desolação,

E parques fabris sem recuperação.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

 

 

 

 

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 24/10/2025
Alterado em 24/10/2025
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