NO DIA EM QUE O EMPREGO ACABOU
Nas fábricas quietas, o tempo cessou,
Facões, facas, ninguém mais forjou,
o som dos parafusos e porcas no chão,
Calaram-se todos com a maldita invasão.
Calçados sem passos, vitrines sem cor,
Fábricas fechadas, cenário de horror.
Os relógios pararam, perderam a razão,
Tudo foi levado por um preço de ilusão.
Cadê nossos produtos, cadê o Brasil?
A China comeu tudo com apetite sutil,
Só restou desemprego e desolação,
E parques fabris sem recuperação.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)