SER HUMANO
O mano é mano, no sufoco humano,
Na fila do pão, no olhar do humano.
No corre da vida, tropeça humano,
Mas levanta firme, guerreiro humano.
Humano é mano, sem luxo humano,
Na laje, na chuva, resiste humano.
No sonho guardado, insiste humano,
Mesmo sem nada, acredita humano.
Humano é mano, no grito humano,
Na pele marcada, é forte humano.
No verso rimado, se expressa humano,
Na dor e no riso, é puro humano.
Humano é mano, não desiste humano,
Mesmo que o mundo não abrace humano.
Na quebrada escura, brilha humano,
E no som da esperança, dança humano.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)