Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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SONETO DO SILÊNCIO

 

Ele partiu em busca do seu norte,

levando sonhos, fé e esperança viva.

Ela ficou, guardando seu suporte,

Na quietude de espera mais altiva.

 

O tempo, esse ladrão de doce sorte,

Fez da distância a dor mais corrosiva.

E cada um seguiu com passo forte,

Sem saber se a saudade ainda cativa.

 

Mas há no céu um traço de lembrança,

Um brilho frágil, quase esquecido,

Do que foi amor, do que foi esperança.

 

E mesmo longe, o coração sofrido,

Ainda pulsa, como quem não cansa,

De amar o que já foi, mas não é lido.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

Recife, 1980

 

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 04/11/2025
Alterado em 04/11/2025
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