PEDESTAL DE AREIA
Terno sob medida, teu porte elegante,
Teu carro reluzente, teu luxo cortante.
Teu relógio Rolex dourado, perfeito,
Não compra tua honra, nem respeito.
Que o luxo sem alma é só brilho escasso,
Desce do palco, filho de Deus, sem traço,
O status que ostentas, tão cheio de graça,
É castelo de areia, que o tempo desfaça.
Teu nome em neon, tua fama em revista,
Mas tua alma se esconde, vazia e à vista.
O aplauso comprado não dura uma era,
É fumaça que some na primeira espera.
Enquanto te afogas no mar de aparência,
A verdade te espreita com fria consciência.
Pois quem vive de pose, sem chão nem abrigo,
É só um rei de papel, sem trono,sem amigo.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)