CPMI DO CRIME: UM ESPETÁCULO NACIONAL
No palco brilham togas e gravatas,
Com voz solene e pose de juiz,
Prometem desatar velhas bravatas,
Mas só reforçam tudo o que se diz.
Convocam os chefes da contravenção,
Enquanto o povo assiste à encenação.
O Beira-Mar, será que vem de terno?
Ou Marcola, com gravata e flor?
Quem sabe um slide show bem moderno,
Mostre o crime em gráficos de terror.
Mas no final, com selfie e com risada,
tudo termina em pizza bem passada.
E o povo ri, ou chora, ou desconfia,
Pois sabe bem o tom dessa canção:
A CPI, que nasce todo dia,
É só mais um teatro da nação.
Enquanto o crime ri da comissão,
A lei se esconde atrás da convenção.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)