O POTE DE OURO DE TOLO
Por fora, o pote era ouro e luz,
Prometia fortuna, glória e poder.
Mas quem nele toca, logo conduz
A mão à lama, ao fétido sofrer.
O brilho engana, a alma se prepara,
Quem nele crê... quebra a cara.
Por dentro, o bojo é podridão calada,
Mentira moldada em forma de prêmio.
A esperança ali é armadilha armada,
Um jogo cruel, de falso engenho.
O pote sorri, mas sua luz é rara,
Quem nele crê... quebra a cara.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)