Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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NEGUEI CRISTO TRÊS VEZES

 

Cristo menino,

na esquina da infância,

um olhar vazio me pediu pão.

Eu passei apressado,

como quem não vê,

a criança órfã dissolveu-se

no ruído da cidade.

 

Na calçada molhada,

pele negra, voz quebrada,

um pedinte me chamou de irmão.

Eu virei o rosto,

como quem não escuta,

Cristo dormiu no frio chão.

 

Um senhor idoso,

na tarde cansada,

mãos trêmulas buscaram apoio.

Eu fechei a porta,

como quem não sente,

o velho Cristo ficou só,

e a eternidade pesou sobre mim.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

 

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 26/11/2025
Alterado em 26/11/2025
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