Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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               O NATAL QUE NÃO SE EMBRULHA

 

     O Natal chega sempre com luzes piscando as janelas, mesas fartas e embrulhos coloridos que se acumulam sob a árvore. Mas, se olharmos com atenção, veremos que o verdadeiro brilho não está nas vitrines nem nos pacotes. Está nos olhos que se encontram, nos abraços que se demoram, na esperança que insiste em nascer mesmo em tempos difíceis.

     Há quem reduza o Natal a um desfile de presentes, comidas e exageros, como se o espírito natalino fosse apenas um presente um convite ao consumo. Mas o Natal é muito mais que isso. É memória e promessa. É o reencontro com a simplicidade de uma manjedoura, lembrando que o maior presente não veio em papel dourado, mas em forma de vida, humildade e amor.

     O Natal é pausa necessária para perceber que o tempo corre, mas o afeto permanece. É o instante em que o silêncio fala mais alto que os fogos, e a fé se revela maior que qualquer banquete.

     Celebrar o Natal é, sobretudo, reconhecer que não estamos sozinhos. Que há sempre espaço para repartir o pão, para oferecer um gesto de ternura, para reacender a chama da esperança. O Natal não se mede em moedas, mas na humildade.

     E Talvez seja esse o milagre que se repete a cada dezembro: lembrar que o essencial não se compra, se vive.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 06/12/2025
Alterado em 06/12/2025
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