FIDEL, O DONO DA ILHA
O ditador caminha sobre cadáveres,
ergue bandeiras feitas de medo e cinza.
O povo cala, preso em suas correntes,
a praça morre sob o peso da ordem.
Famílias viram moeda de poder,
os filhos crescem sem futuro ou memória.
O sangue corre como imposto invisível,
a dor se torna patrimônio da terra.
O trono brilha com o ouro dos parentes,
banquete erguido sobre ossos e ausências.
A mesa farta é muralha contra a fome,
o povo assiste sem voz, sem horizonte.
Resta apenas o eco das ruínas,
um país gasto pela mão que escraviza.
O silêncio grita mais alto que a vida,
a esperança cai, sem dono, sem caminho.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Praça da Sé, 26 de novembro de 2016
Poema ao ditador Fidel Castro na sua morte.