Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
Capa Textos Fotos Perfil Livro de Visitas Contato
Textos

FIDEL, O DONO DA ILHA

 

O ditador caminha sobre cadáveres,

ergue bandeiras feitas de medo e cinza.

O povo cala, preso em suas correntes,

a praça morre sob o peso da ordem.

 

Famílias viram moeda de poder,

os filhos crescem sem futuro ou memória.

O sangue corre como imposto invisível,

a dor se torna patrimônio da terra.

 

O trono brilha com o ouro dos parentes,

banquete erguido sobre ossos e ausências.

A mesa farta é muralha contra a fome,

o povo assiste sem voz, sem horizonte.

 

Resta apenas o eco das ruínas,

um país gasto pela mão que escraviza.

O silêncio grita mais alto que a vida,

a esperança cai, sem dono, sem caminho.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

Praça da Sé, 26 de novembro de 2016

Poema ao ditador Fidel Castro na sua morte.

 

 

 

 

 

 

 

 

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 03/01/2026
Alterado em 03/01/2026
Comentários