ENTRE O TRABALHO E O AMPARO
No campo fértil na nação,
cresce a dúvida em cada mão:
será melhor o pão do labor,
ou o auxilio breve do favor?
O emprego é chama que aquece,
dá dignidade, dá o que enriquece.
Ensina o ofício, abre horizontes,
faz erguer pontes, cria fontes.
O auxílio é braço que sustenta,
quando a vida dura enfrenta.
É rede que ampara na queda,
não constrói, apenas remeda.
Gerar trabalho é semear futuro,
é plantar raízes em solo seguro.
O auxílio é sombra passageira,
necessária, não a vida inteira.
Que seja o Estado um guia prudente,
a mão que ajuda, sem prender gente.
Pois mais salutar é o caminho aberto,
onde o esforço floresce, vivo e certo.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Obs.: Perco o amigo, mas não perco a poesia.