Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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O ÚLTIMO CLARÃO

 

No inicio, o clarão rasga o céu,

cidade em cinzas, relógios parados,

o homem devora o homem,

lobo comendo lobo,

a fome é metálica, 

o silêncio é pólvora,

o futuro já não cabe no amanhã.

 

No fim, a bomba é sol negro,

ossos dançam na poeira radioativa,

a terra geme sem boca, sem olhos,

apenas ruínas que se repetem,

um eco de nada,

a eternidade reduzida a pó.

És pó, ao pó voltarás.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

 

 

 

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 12/01/2026
Alterado em 12/01/2026
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