ANJOS DECAÍDOS
Nas alturas, outrora luz e canto,
vozes puras em coro ressoavam,
mas o orgulho, em silêncio, fez quebranto,
e das asas douradas cinzas brotavam.
Caídos, vagam entre sombra e chama,
ecoando o peso da eterna escolha,
na terra buscam o que já não se ama,
um céu perdido que jamais os acolha.
E ainda brilham, mesmo em dor e queda,
como brasas que recusam se apagar,
anjos decaídos, guardiões da vereda,
entre trevas e luz, sempre a vagar.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)