Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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                  O DIA DE GLÓRIA DO LUIZINHO

 

     Luizinho tinha um sonho: ser um grande goleiro. Mesmo com seus óculos de grau, que o faziam enxergar melhor o mundo, enxergar a bola no campo de jogo ainda era um grande desafio. Cada vez que tentava jogar sem eles, era um deus no acuda, parecia que o gol ficava ainda maior e mais assustador. Os amigos riam quando ele tomava um frango, mas Luizinho nunca desistia.   

      Um dia, numa final de campeonato entre os times dente de leite da cidade de Urânia-SP, Luizinho estava no banco. O jogo seguia tenso, 0x0, e o tempo quase acabando. Faltando 5 minutos para o seu final. O goleiro titular do time do Luizinho se machucou e não havia escolha: Luizinho precisaria entrar. Sob olhares desconfiados, Luizinho se benzeu, entregou seus óculos ao treinador e caminhou até o gol. Seu coração batia tão forte quanto o barulho da torcida. Quando o juiz apitou um pênalti para o adversário aos 45 minutos, o estádio pareceu segurar a respiração. O atacante adversário botou a bola na marca de cal e chutou com força. Luizinho, sem enxergar muito bem, deu um passo hesitante, mas a bola foi direto em sua testa e voltou para fora do gol! A torcida, enlouquecida, explodiu em gritos de alegria. Luizinho tinha defendido o pênalti e garantiu o título para o time!

     Luizinho virou herói naquela tarde. Ele percebeu que, mesmo quando tudo parecia perdido, sua coragem e determinação poderiam levá-lo longe. Afinal, não é sobre ter a melhor visão, mas sobre enxergar a força que existe dentro de si.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

Obs: Crônica dedicada ao Ir. Luizinho Ormaneze.

 

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 19/01/2026
Alterado em 19/01/2026
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