Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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CAPADO CIDADÃO

 

A esmo na rua, o homem se consome, 

sem casa, pão, nem canto que o proteja.

O Estado ausente rouba-lhe até o nome,

capado segue, sombra que não deseja.

 

Com a mesa vazia, o corpo se desgasta,

o tempo fere, a fome é companheira.

Emprego é mito, saúde nunca basta,

transporte é farsa, violência é bandeira.

 

Capado cidadão, órfão de esperança,

anda curvado, refém da própria sorte.

A ausência confina, arrasta e cansa,

e o Estado se cala e mutila sem corte.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

 

 

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 30/01/2026
Alterado em 08/02/2026
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