O GALO DA MADRUGADA
O sol abre caminho na cidade,
e o Galo se ergue, majestoso,
sobre o Capibaribe que se curva,
espelho líquido da festa sem fim.
É mar de gente que se derrama,
frevo que explode em claridade,
corpos que dançam como labaredas,
na manhã em êxtase se faz carnaval.
Imponente, delirante, eterno,
o Galo não desfila: ele reina.
E o povo, em sua febre coletiva,
faz da Guararapes um templo
faz do dia um rito de alegria.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)