Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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O GALO DA MADRUGADA

 

O sol abre caminho na cidade,

e o Galo se ergue, majestoso,

sobre o Capibaribe que se curva,

espelho líquido da festa sem fim.

 

É mar de gente que se derrama,

frevo que explode em claridade,

corpos que dançam como labaredas,

na manhã em êxtase se faz carnaval.

 

Imponente, delirante, eterno,

o Galo não desfila: ele reina.

E o povo, em sua febre coletiva,

faz da Guararapes um templo

faz do dia um rito de alegria.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 14/02/2026
Alterado em 14/02/2026
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