Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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MEA CULPA FRATERNA

 

Eu te neguei o ouvido,

me escondi atrás da pressa,

fiz da tua dor um ruído

que não cabia na minha mesa.

E agora, silêncio:

o tempo me acusa.

 

Teus amores partidos,

tuas dores e queixumes,

eu os tratei como poeira,

como se fossem nada.

Mas eram tudo,

e eu não estava lá.

 

Agora te envio flores,

um gesto tardio, inútil,

fraternidade de meia tigela

que pesa como chumbo.

Desculpa, irmão,

meu afeto chegou depois.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

Poema ao Irmão que repousa no Oriente Eterno.

São Paulo, 26 de fevereiro de 2026

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 26/02/2026
Alterado em 28/02/2026
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