BERÇO DE BAGAÇO E RAPADURA
No Ceará por merecer
Barbalha viu-me nascer,
Entre o sol e o chão da cana,
Sou raiz que não se engana.
Meu berço era o bagaço,
Do engenho vinha o abraço,
E na doçura mais pura,
Minha mamadeira: rapadura.
Sou filho da terra quente,
Do sertão forte e valente,
Carrego no peito a bravura,
Do Nordeste, minha cultura.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)