AUSÊNCIA
A ausência não faz barulho, mas pesa. É como uma cadeira na sala, sempre lembrando quem não está. O relógio continua a marcar as horas, mas cada minuto parece mais longo, mas lento, como se o tempo também sentisse falta. A ausência não se vê, mas se sente: no silêncio que se prolonga, no gesto que não encontra resposta, na palavra que ecoa sem retorno. É presença invertida, sombra que acompanha, lembrança que insiste. E, contraditoriamente, é ela quem ensina o valor daquilo que já não temos ao alcance das mãos.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)