Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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                               AUSÊNCIA

 

     A ausência não faz barulho, mas pesa. É como uma cadeira na sala, sempre lembrando quem não está. O relógio continua a marcar as horas, mas cada minuto parece mais longo, mas lento, como se o tempo também sentisse falta. A ausência não se vê, mas se sente: no silêncio que se prolonga, no gesto que não encontra resposta, na palavra que ecoa sem retorno. É presença invertida, sombra que acompanha, lembrança que insiste. E, contraditoriamente, é ela quem ensina o valor daquilo que já não temos ao alcance das mãos.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 08/03/2026
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