Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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CENSURA

 

As palavras nascem e já são cortadas,

o ar pesa como silêncio dobrado,

a boca se fecha antes do som,

o silêncio é imposto como lei invisível.

Há tesouras escondidos em cada esquina,

há olhos que vigiam até o pensamento,

a frase se desfaz no meio do caminho,

o medo costura a língua com ferro frio.

A ausência se torna discurso clandestino,

o grito se infiltra nas frestas da mordaça,

a pausa se transforma em protesto secreto,

e o poema insiste em respirar contra a sombra.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

 

 

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 08/03/2026
Alterado em 10/03/2026
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