IDOLATRIA AOS MORTAIS
Na praça erguem-se rostos de poder,
os olhos da multidão brilham submissos.
O grito vibra em discursos dourados,
o silêncio consome a razão esquecida.
Políticos erguem-se como deuses frágeis,
artistas reinam em palcos transitórios.
O corpo se curva diante da imagem,
a fé se veste de pó e aparência.
A multidão repete gestos sem norte,
máquinas sonham com falsa eternidade.
O ídolo sorri, mas não respira,
o povo se ajoelha diante do nada.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)