A DIFÍCIL TOLERÂNCIA
Tolero o silêncio que me fere,
tolero o grito que me cala,
mas cada gesto que me engana,
abre feridas que não cicatrizam.
Tolero o olhar que me julga,
tolero a palavra que me corta,
mas tolero também a mão fechada,
até que a paciência se desfaz em pó,
Tolero o mundo que me divide,
tolero a ponte que se quebra,
mas não aprendo a unir os cacos,
daquilo que nunca foi inteiro.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)