O COLAPSO DO BANCO MASTER
No salão dourado, champanhe estourando,
o banqueiro dança, gargalha, brindando.
Com o dinheiro do povo, faz festa de arromba,
enquanto a miséria bate na porta e assombra.
Ministros aplaudem, políticos se escondem,
cada discurso é máscara que não responde.
O banco desaba, a fraude escancarada,
mas a culpa, como sempre, é empurrada.
E no fim da tragédia, a velha notícia:
o Master quebrado termina em pizza.
O povo sangra, eles seguem rindo,
num país onde o roubo é bem-vindo.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)
SP, março de 2026