Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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SAUDADE INSURGENTE

 

Na curva do tempo, teu nome ressoa,

como um sino perdido na bruma do mar.

E eu, navegante, sem porto nem proa,

vivo do eco que insiste em voltar.

 

Teus olhos, lembrança que não se apaga,

são astros que brilham feito um troféu.

E a saudade, que em mim se propaga,

é chama que arde além do meu céu.

 

Se o espaço nos prende em muralhas,

o amor, rebelado, atravessa o ar.

Não há fronteira que vença o intento

de quem ama além do que pode tocar.

 

E quando o silêncio enfim se desfizer,

em encontro de corpos, de alma e de voz,

será poesia que o mundo há de ler:

um canto eterno, escrito por nós.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 17/03/2026
Alterado em 17/03/2026
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