AMÁCIO MAZZAROPI, ETERNO JECA
No terreiro da vida simples,
ergueu-se a figura do Jeca,
com fala mansa, tiradas certeiras,
e um coração que nunca se negava.
Quininha ria de suas manhas,
dos tropeços virados em graça,
mas nas modas tristes, nas cantigas,
lágrimas vinham, memória que abraça.
Mazzaropi, mestre da saudade,
cantor da roça, da gente esquecida,
fez da tela um espelho da verdade,
um retrato fiel da alma caipira.
Mazzaropi, eterno Jeca tatu,
na simplicidade, foi herói,
com humor consolava,
com dor que comovia
com arte que nunca se destrói.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)