Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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CHARLES, O ANDARILHO ETERNO

 

Na rua torta e deserta da cidade,

um chapéu-coco dança com o vento,

o bigode breve risca o silêncio,

e o riso explode contra a miséria.

 

Sapatos gastos, passos de música,

a bengala traça linhas invisíveis,

transforma o tropeço em poesia,

faz da queda um voo de esperança.

 

Ó maestro do cinema mudo,

teu olhar fala mais que palavras,

és infância guardada em celuloide,

és ternura que nunca envelhece.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

 

 

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 22/03/2026
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