Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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O CANTO DO PARNAÍBA

 

Na Chapada das Mangabeiras, o sopro inicial,

um fio de água que se ergue como destino,

Parnaíba, rio de vastidão e memória,

teu lei é marcha, tua corrente é canto,

abrindo caminhos na terra vermelha,

como se o sertão fosse teu palco eterno.

 

Eis que chegam teus aliados:

Poti, voz urbana que ecoa em Teresina,

Gurgueia, vigor agreste que desce em fúria,

Canindé, guardião de fé e pedra,

Uruçuí-Preto, sombra que se mistura à luz,

Todos se entregam ao teu corpo,

como guerreiros que reforçam tua epopeia.

 

No atlântico, teu desfecho é multiplicação:

Delta que se abre em labirintos de luz e sal,

Não és apenas rio, és coro épico,

onde o Brasil se vê em espelho d"água,

Parnaíba, teu canto é infinito,

modernista e ancestral,

um poema que nunca se cala.

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 25/03/2026
Alterado em 25/03/2026
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