Sem saúde, sem escola, sem comida,
as favelas se multiplicam,
e viram atração para turistas curiosos,
que fotografam a miséria como se fosse arte.
Aqui, partido político é bom negócio:
vende promessa, compra silêncio,
transforma voto em moeda,
transforma esperança em mercadoria.
A roubalheira é rotina,
a corrupção é sistema,
o figurão manda e desmanda,
e a justiça se ajoelha diante do poder.
O povo paga caro,
com suor, sangue, com fome,
enquanto os cofres públicos,
viram tesouro particular.
Pai Brasil,
teu chão é rico,
mas tua riqueza é saqueda
E ainda assim,
há quem insista em sonhar,
há quem lute,
há quem resista,
há quem sonhe,
há quem não se cale
há quem não se venda.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)