HINO DE ÓDIO E CINZA
O mundo apodrece em altares de mentira,
pregadores de ódio acendem a pira,
a gaita rasga o ar como lâmina fina,
um sopro maldito que nunca termina.
As ruas são ossos cobertos de pó,
crianças sem futuro, poder sem dó,
os donos da guerra brindam a sorte,
e o povo mastiga silêncio da morte.
Não há redenção nas cinzas do chão,
só o grito da gaita, pura maldição,
um hino de ódio que não se desfaz,
até que o mundo se renda à paz.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)