CANÇÃO DA LIBERDADE
Que se calem os tambores de ferro,
que se dissolvam os clarins de cinza,
que se desfaçam as coroas da guerra,
que se apaguem os impérios da sombra.
Que se extingam os arsenais ocultos,
que se desmoronem os decretos de ruína,
que se pulverizem os exércitos de poeira,
que se desfaçam os tronos de miragem.
Que se rompam as fronteiras de ódio,
que se derrubem os muros de silêncio,
que se quebrem os grilhões do medo,
que se abram as prisões do esquecimento.
Que se ergam pontes de aurora,
que se expandam rios de mãos abertas,
que se iluminem catedrais de luz,
que se revelem horizontes da fraternos.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)