O ASTRONAUTA CEARENSE
Parto sem clarins,
sem discursos oficiais,
apenas o silêncio do espaço
me acolhe como um quarto vazio.
De longe, o Ceará se desenha:
Chapada do Araripe respira,
o Salgado e o Jaguaribe se alongam,
Baturité se ergue em verde,
o Serrote do Horto vigia.
E no azul que se abre,
as praias cintilam como memória,
e Barbalha, discreta e infinita,
me espera sem saber que a vejo.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)