Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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UMA NOITE NO MATO SEM CACHORRO

 

Cantigas de sapos,

rasgam o silêncio úmido,

pirilampos acendem

um céu sem lâmpadas.

A terra exala o cheiro

de mato vivo e molhado.

 

O riacho canta,

sem maestro, sem pauta,

apenas águas que insiste

em ser música.

O sereno pousa leve,

como se fosse lembrança.

 

E o galo anuncia

um amanhã que ainda não chegou.

Quem nunca dormiu no mato

não sabe o que perdeu:

é programa de índio,

mas é gostoso.

A noite é festa sem convite,

é liberdade sem moldura.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

 

 

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 11/04/2026
Alterado em 11/04/2026
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