Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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O ÚLTIMO ZURRO DO JUMENTO

 

Nas estradas secas, arrasto o pó,

meus cascos ecoam no vazio,

o homem partiu, esqueceu-me,

sou sobra de um tempo antigo.

 

Fui casco, fui força, fui amigo,

carreguei fardos e esperanças,

agora sou carne vendida,

iguaria nas mesas asiáticas.

 

Chamo pelo parceiro homem,

mas ele não responde,

abandono é minha sina,

sou jumento, sou lamento.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

08 de maio- Dia Mundial do Jumento.

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 12/04/2026
Alterado em 14/04/2026
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