O ÚLTIMO ZURRO DO JUMENTO
Nas estradas secas, arrasto o pó,
meus cascos ecoam no vazio,
o homem partiu, esqueceu-me,
sou sobra de um tempo antigo.
Fui casco, fui força, fui amigo,
carreguei fardos e esperanças,
agora sou carne vendida,
iguaria nas mesas asiáticas.
Chamo pelo parceiro homem,
mas ele não responde,
abandono é minha sina,
sou jumento, sou lamento.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)
08 de maio- Dia Mundial do Jumento.