CHICO DE 208 VOZES
Do coração da televisão,
brotavam vozes múltiplas,
Seu Popó, Coalhada, Painho,
um Brasil inteiro em gargalhadas,
feito mosaico de gente,
feito espelho da nação.
Azambuja, Pantaleão, Silva,
Prof. Raimundo em sua sala,
Bozó, e Justo Veríssimo,
cada máscara um retrato,
cada riso uma crítica,
cada piada um manifesto.
Chico, humorista maior,
não cabia em um só corpo,
era multidão, era teatro,
era carnaval de palavras,
208 vozes em só homem,
eterno no riso que nos salva.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Para Chico Anysio.