No silêncio que antecede o vento,
há um rumor de séculos guardados,
um sopro que não pertence ao tempo,
mas à lembrança dos astros calados.
A humanidade caminha em círculos,
como constelações que se repetem,
mas cada passo deixa um traço invisível
na pele da noite que nunca se esquece.
E quando o último olhar se apagar,
não será o fim, mas o início:
pois cada palavra dita em amor
se grava no tecido do infinito.
Assim, não somos pó que se desfaz,
somos memória que o cosmo abraça,
um poema uno escrito em silêncio,
que nenhuma estrela jamais esquece.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)