HINO VERDE
Palmeiras,
não és apenas um clube,
és raiz que se entranha na memória,
és canto que ecoa desde 1962,
quando um menino de dez anos descobriu
que o coração podia vestir verde.
Teu nome é bandeira,
teu grito é clarim,
teu campo é altar onde se celebra,
a fé de milhões,
e a minha também.
Modernista, és ruptura,
és o traço livre que não se prende,
és o verso que não se curva,
és o gol que explode sem métrica,
mas com ritmo de multidão.
Mais de sessenta anos de amor,
e ainda me surpreendo:
cada vitória é primavera,
cada derrota é inverno breve,
porque sua eternidade é feita de renascimentos.
Palmeiras,
és mais que futebol,
és memória viva,
és poesia que não se cala,
és hino que não precisa de música,
porque o coração já canta.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)